quinta-feira, 8 de junho de 2006

Parabéns!

Algumas pessoas passam nas nossas vidas apenas como leves brisas.
Outras com quem um dia nos cruzámos deixam memórias e saudade. Obrigada. Gosto de ti.
Parabéns!

quarta-feira, 7 de junho de 2006

O desejo sentido

A noite passada acordei com teu cheiro.
Estranho-me assim porque (ainda) te sinto quando não estás.
É o desejo a querer tornar-se brisa na tua ausência.
Demoras muito?

terça-feira, 6 de junho de 2006

Cuidado com a Besta!

O diabo anda à solta! - Dizem por aí.
Atenção à marca da Besta; atenção ao número da Besta.

Apocalipse 13, 16-18
"Fez com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, pusessem um sinal na mão direita ou na fronte para que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da Besta ou com o número do seu nome. É aqui que é preciso sabedoria! Quem for dotado de inteligência calcule o número da Besta, porque é o número de um homem, e o seu número é: seiscentos e sessenta e seis."

Mas o6/o6/o6 não é 666, pois não?
"Hexakosioihexekontahexaphobia" (in WIKIPÉDIA) é o palavrão para o medo do número 666.
Se eu iria ter uma fobia que mal consigo pronunciar...
Ainda assim vou estar atenta e ter muito cuidado com as bestas que por aí vagueiam!

segunda-feira, 5 de junho de 2006

A pastilha da ministra

E já que estou numa de política, ou de politiquices, deixem-me pastilhar, perdão, partilhar convosco este instante.
A Sra. Ministra da Educação foi surpreendida por uma escura manifestação de professores. Perante o luto, faltaram-lhe as palavras, respondeu à pergunta do jornalista com outra pergunta e, nesses "entretantos", quase lhe saltou a pastilha que trazia na boca.
E é esta senhora que fala mastigando letras e pastilhas (elásticas) que temos ao leme da barca da educação. Há quem se admire do iminente naufrágio. Fazer duas coisas ao mesmo tempo? Ou o leme ou a escota, Sra. Ministra.
(...) Falta aqui um pedacinho de texto que ainda está a ser avaliado pelos encarregados de educação, desculpem o incómodo. Ah, e esses, quais exemplos de perfeição, ensinaram aos seus filhotes as regras de etiqueta pelo que as criancinhas não entram numa sala a mastigar pastilhas (sejam elas de que tipo forem). E se entratrem?! Que poderá fazer o professor?!

O título bem que podia ser A pastinha da ministra! Façam lá o jeito e troquem a lateral pela nasal. A Ministra agradece.

O presidente entre a ria e o mar

No meu regresso à penísula encontro os passeios sem ervinhas.
Hoje foi dia de festa. Uma sessão privada da reunião de câmara transferida para este lado do oceano?! Mas que luxo!
Temos bandeira azul! Temos bandeira azul! Ai não sabiam?! Estas visitas, as pinceladas aos arredores da praia, os buracos preenchidos com alcatrão, as daninhas arrancadas à pressa, o projecto "Mar com Letras"... Então?! Que esperavam?!

A bandeira veio, sim, mas o isolamento irá manter-se (o que não é mau) pois parece que o ferry é que já não vem este ano.
31 anos à espera de quê? E agora em 10 meses conseguiram o quê?
Ah bom, desculpem, é que não dei por nada a não ser pela podridão do casco. Quando aquilo começar a navegar... ai!

Prioridades

E se, de repente, mandasse tudo às urtigas só para satisfazer um desejo da mâe?

Fada

do Lat. fata, deusa do Destino
s. f., entidade fantástica dotada de poder sobrenatural; mulher notável pela beleza, encanto, bondade ou graça.
mãos de -: mãos habilidosas, que tudo fazem na perfeição.

(in PRIBERAM)

Fada Alexandrina: soaria bem mas diria muito de mim.
Fada do lar: eu?! Que enfio o cu da agulha pela carne dentro só para coser as alças de um top?! E até o CN cose e coze melhor do que eu.
Fada do mar: está-se mesmo a ver porquê...
Nota linguística
/mar/ e /lar/ constituem um par mínimo;
segmento fonético/ traço mínimo distintivo: consoante nasal bilabial e consoante lateral.

Caro E.,
isso das ninfas e tal é lá para os rios. Isto aqui é uma ria sim senhor! E não há cá "Ávides" qual "Tágides" porque escasseiam os (bons) poetas.

Eu prometo, eu prometo! A próxima mudança ocorrerá no fundo deste fundo rosa.
(aceitam-se sugestões)

domingo, 4 de junho de 2006

sábado, 3 de junho de 2006

Encomenda

Já pedi ao E., ele que tem quase tão mau feitio como eu mas que, ao contrário de mim, sabe usar as letrinhas (e usa-as tão bem!), para escrever um texto para deixar aqui. Um texto que me explique e que se explique a si próprio na minha ausência; um texto que fale de quem aqui fala e que não sou eu mas alguém que nasce de mim em cada vazio de mim. (...)
Quero apenas um texto que possa justificar(-me) a minha vinda aqui.
Para que quero eu um blogue?! E o vício de me ler?!
O E. até já autorizou o roubo de um dos seus posts mas...
...seria apenas mais um. Obrigada!
(Tudo porque o telefone toca por causa dos instantes em que me entrego a este bater de teclas.)

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Obrigada RFM!

Eu não fui...
Gostava de ter ido hoje; pelo Santana e pelo Roger Waters; ou talvez não; aquilo é muita gente e muita poeira no ar; estou bem aqui no aconchego do meu quarto.
Obrigada RFM!

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Cromoterapia

Ouçam lá, meus cromos, parem com essa de me adivinhar o humor pela cor!
Como se já não fosse suficiente este fundo que vos enche o monitor e vos preenche a alma!
Como é do conhecimento daqueles que me conhecem, o rosa anda sempre comigo; e se não está à vista... aconchega-me o interior. Não, não estou a falar do psicológico ou seja lá o que isso for.
Agora que eu até me achava curada... vêm vocês com a mania da cromoterapia (terapia para cromos; sirvam-se à vontade). Comprei duas camisolas e não têm nem uma pinta de tom rosa!
Já agora, tenham bons sonhos com a Rosa. Ops, perdão, não era o que queria (dizer ou) escrever. Cor-de-rosa, cor-de-rosa.

Para Rir... (piada do min-edu)

Isto só pode ser uma piada daquela gente que está lá no degredo (leia-se DGRHE) sem ocupação.
Desde quando é que, por engano, se publica um despacho no Diário da República?
Então mas há despacho nº 11/662/2006 (2ª série) ou não?! Nasceu e logo morreu?! Ou terá sido um nado morto?!
a voz: - humm, aqui há história... Quem teria ficado do lado de fora (da lista)?
- não inventes. Livrai-nos (a mim e à voz), senhor, dos falsos juízos.

"Não há coincidências"...

...uma treta!

Instantes de uma mensagem enviada em jeito de desabafo.

Acha que isto é que é informação decente??? (Ou quereria dizer docente?)
A mensagem da prevenção rodoviária teve mais piada! Essa sim veio mesmo a calhar, num dia pesado (leia pesado mesmo).
Quanto a esta também a recebi (só é pena trazer erro ortográfico - não, Rosa, é uma gralha).
E depois digam que não há coincidências... (Ah, isso é a pirosa da Margarida que diz!) (Não ligue. Nem sei como é que ainda consigo tentar o humor - não, não é o amor; quanto a esse já nem me esforço. Pobre Rosa!
As coincidências... de hoje a um mês estarei desempregada!
Sabe o que me disse a chefe hoje a propósito da correcção da prova de que lhe falei?
"Rosa, não seja tão exigente! Não queira ser mais papista que o papa."

Conhece o papa? Dê-lhe cumprimentos meus.
Estou um caco. Desculpe.

- Qual é a relação entre belo e embelezar? E entre amante e amar?
a voz: - Claro que é a mesma. Deixa lá isso do particípio presente que não interessa nada.

terça-feira, 30 de maio de 2006

Uma espécie de dor

Resta-me um mês para fazer o que gosto. Resta-me saborear cada instante como o último.
Daqui a 61 dias estarei desempregada. Sairei de cabeça erguida, como diz a mãe.
E conhecedora do final do filme, à faina me entrego com o entusiasmo e dedicação (afecto, cientificidade, blá, blá, blá) das primeiras horas do dia em que aqui cheguei e menina doutora me quiseram.
Sensação de tarefa cumprida. Fui a última a abandonar o barco e só o fiz depois de o saber ancorado.

a voz: - ainda na escola?
- tenho de acabar isto. Não me distraias.
a voz: - fazes na 4ª.
- nem penses! Quero deixar a minha parte corrigida.
a voz: - olha que ninguém te valoriza... Além disso, vais para o olho da rua não tarda.
- merda, tens razão! Mas não me lembres, por favor! Deixa-me viver a ilusão; sinto que assim faço o que deve ser feito.
a voz: - então e a outra vigilante falta assim sem justificação?
- não sabia; não deu pela convocatória.
a voz: - ah, bom! E tu é que vais embora...
- irritas-me com essa mania de me enfiares pelos olhos o que não quero ver.
a voz: - e a outra que tem contrato e nem o mestrado frequenta?!
- na área do meu doutoramento... Não digas mais que me apetece gritar uma asneira.
a voz: - sim, estás f.....
Ou talvez não. Poderá ser "o primeiro dia (do resto) da minha vida"!

segunda-feira, 29 de maio de 2006

As sandálias

Fosse do calor, do branco dos trapinhos ou dos dourados à mistura... a verdade é que hoje me senti assim... perigosa!

Ou seria o efeito das andálias* novas e dos centímetros que com elas cresci?!

*andálias sim, como bem observou o E. (ou terá sido o F.?), porque servem para andar! Tem mais um prémio a reclamar, meu caro! (Este homem é sempre o primeiro.)

Agora?!

Eu ouvi dizer
que você assim
como quem não quer nada
perguntou por mim

Agora
Logo agora
Justo agora
Adriana Calcanhoto
E agora?

domingo, 28 de maio de 2006

A minha praia...

...perdeu o seu cheiro característico. A onda que agora regressa traz recordações de outras viagens. Com a maresia mistura-se uma confusão olfactiva de protectores solares. Foi-se o silêncio. Foram-se as gaivotas.
Olho e vejo que não estou só. Há outras peles igualmente pálidas em meu redor. Voltaram os corpos suados, os namorados de mão na mão, os chapéus coloridos, os gritos das crianças...
Cerca-me esse egoísmo e a saudade de te ter só para mim.

a voz: - não mais de uma hora que hoje é o primeiro dia.
- sim, fico das 16h às 17h. Pode ser?
a voz: - sim. E volta aos treinos. E uma dieta também não seria má ideia.
- queres fazer o favor de te calar!
a voz: - olha que esse biquini está a dizer muita coisa.
- isto não é flacidez.

sábado, 27 de maio de 2006

Foi o ovo, foi o ovo!...

E assim se desvenda o mistério.
Ao que tudo indica terá sido o ovo a nascer primeiro ainda que não tenha saído da galinha.
O quê??? Isto não é fácil! Desculpem, mas devemos pôr em causa a identidade dessa pobre. Já não lhe bastava estar com gripe, vê-se assim atirada para um mar de incógnitas. Quem é que pôs o ovo, então? E não será de questionar também a paternidade?!
Humm, algo me segreda ao ouvido que há aqui vontades alheias.
Toca a sair da capoeira!

Pedaços de mim que vou deixando por aí

A propósito do que li na lente do C.N. (e trouxe para aqui porque isto de ser gaivota é destas paragens).

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas “sou gaivota e fui sereia”
ri-me de ti “então porque não voas?”
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

Sérgio Godinho

O meu lado gaivota deixou-me assim... sem forças, vazia de letrinhas, batem(-me) as asas das tremuras que (me) invadem as penas. Um vento mais forte; um voo mais baixo; beijo essa onda com o meu corpo frágil. Não aguento a procela, inclino a cabeça e deixo-me tombar.
Olha, volto mais tarde para comentar, pode ser?