terça-feira, 1 de agosto de 2006

POST MORTEM

pela varinha da Fada do Mar há respostas ali em baixo para os mais curiosos sobre a vida no além blogosfera

segunda-feira, 31 de julho de 2006

As fadas também morrem

E esta Fada do Mar morreu.

Um obrigada a todos os que por aqui passaram e comentaram.
Até sempre!

sexta-feira, 21 de julho de 2006

E eu a 300-e-tal-kms!...

Estou a ficar cá com um formigueiro...
Tantos lá pelas docas e eu aqui tão longe!
Olhem que me dá uma coisa e pego na varinha, que é como quem diz meto-me no carro, e lá vou eu! Ai vou, vou!
Não querem vir? Vou sozinha!

quinta-feira, 20 de julho de 2006

A chegada do Orlando

Ei, meninas, mais moças ou menos moças, o Orlando chega hoje!
Que ansiedade!

(momento de pura histeria; isto deve ser da hora)

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Da solidão

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
Para Viver um Grande Amor, de Vinicius de Moraes

Mas...
Eu amo e quero amar mais e mais!
Quero dar amor, amizade, socorro... e, sem medos, deixar de estar só. (Nem que tenha de correr com esta estúpida solidão à marrada.)

terça-feira, 18 de julho de 2006

A solidão

Se agora tivesse de escrever algo seria sobre esta merda desta solidão que sinto, no meio das gentes e perdida no vazio deste quarto em que me afundo.
E não é que acabei de rejeitar um convite para voar. E era a voz da águia que eu ouvia... Melhor assim. Estou aparvalhada de todo. Efeito da trovoada, certamente.
E acontece-me ficar assim também a própósito do que vou lendo...
E acontece-me deixar letrinhas por aí...
Magoei-me na minha própria varinha!
Lembrei-me da corda bamba em que danço, dos cadáveres deixados para trás na ânsia do esquecimento, do ficar ou não no mesmo lugar, do que é razoável na mutação do tempo, da procela durante a navegação onde às vezes a esperança também se põe.
Ai!
Vou ver aquela série de que já vos falei, antes que saia mais disparate.

O mar aqui, a terra ali

(ou a terra aqui e o mar ali)

Pharos of Alexandria

Quem me conhece sabe desta minha paixão. Em tempos, percorri a costa portuguesa para apreciar de perto cada uma dessas pequenas maravilhas nacionais (que aquela ali é umas das sete do mundo antigo). Os faróis. Visitei alguns, percebi o funcionamento de poucos, fotografei todos.
Deixei-me envolver de tal forma pela mística do luzeiro que, em noites de trovoada, sonho com barcos à deriva em busca dessa luz que vem de terra e ilumina o mar, imagino um faroleiro e ouço-lhe as histórias aninhada em seu regaço.
Tremo em dias de procela ao sentir a força das ondas e os pedidos de socorro dos naufragos.
É de solidão que eu vivo; é do grito das gaivotas que eu, que também sou um pouco gaivota, me alimento. Eis-me só, rodopiando na claridade.

Hoje, orientada pela amiga T., cheguei a mais um porto de abrigo.
Se aqui se ouve o mar, "ali há terra..."

O espectáculo regressou

infelizmente

sábado, 15 de julho de 2006

O Noddy é gay!

- Ó madinha, o que faz a trovoada?
- Sabes, quando as nuvens ficam muito gordas, muito cheias de gotinhas de água, elas batem umas nas outras e por isso é que tu ouves aquele barulho. Não te assustes, a madrinha está aqui contigo (cheia de medo mas está).
- Olha madinha, estão a tirar togafias!

Esta maré de porquês (juntamente com os relâmpagos) deixa-me aterrorizada!
E se a piquena dispara um
- Ó madinha, o que é gay?


sexta-feira, 14 de julho de 2006

Com a piquena por perto...

...hoje foi dia de Ruca, de Noddy e de Floribella!

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Embrulha

Matafonia, inflexão vocálica, apócope do -m de acusativo, perda da quantidade vocálica, síncope da dental intervocálica, palatalização, sonorização da oclusiva bilabial surda, inversão, betacismo,
fricatização, alternância, analogia,...
Toma!

Afinal...

...não sou assim tão forte!
Custa-me cada vez mais voltar lá.
E estava tão bem na minha praia, hoje...

terça-feira, 11 de julho de 2006

Ao Syd Barrett

que não morreu há dois dias porque, como eu já disse algures, só morrem aqueles que esquecemos, aqueles que nada fizeram para permanecerem na nossa memória.
“Wish you were here”

Olho para a lua, vou dormir. Somos todos um pouco loucos.
Eu gosto da loucura.

Há visitas e visitas

A propósito do que ficou ali em baixo e em jeito de desabafo:
não consigo perceber como pode este meu depósito de instantes causar tanto formigueiro ao Ministério da Saúde.
Não (lhe(s) vejo o interesse mas que as visitas são diárias, lá isso são.

Ena tantos!!!

Não posso deixar que chegue a 4ª feira sem vos dizer, se acreditam nestes medidores de audiências, que há ali um sinalito azul a gritar que aqui o espaço dos instantes está no top 10! Isto é que foi subir… da posição 60 para a 9, tomem lá, embrulhem e ponham o lacinho! E ainda não comecei a falar de sexo (embora ali os números me estejam a provocar e a despertar a libido) pois, quando isso acontecer, passarei o Abrupto, certamente. Ai!
Começo a perceber, 4 meses após ter perdido a virgindade, as andanças e os meandros da blogosfera. Vai uma inexperiente miúda cair a um desses blogues famosos, dá-se o caso de gostar do que por lá encontra, de se perder em leituras e prazeres mais ou menos demorados e lá se condena o intacto corpo.
Aumentaram as visitas - é isto que vos quero dizer.
Prometo que, quando souber blogar como esses vetustos bloggers (ó Malaca, como é que se aportuguesa esta?) que me deliciam, irei ter um blogue a sério, ah pois; por agora, e enquanto a escrita amadurece, será apenas o depósito dos instantes.
De qualquer forma, obrigada a todos os que têm mergulhado no mar desta (vossa) humilde fada.

Não sou galinha...

... mas acabei de comer uma espiga deliciosa!

Da minha praia

Ao meu telemóvel chegaram mensagens de amigos espalhados por esse país acalorado. Queixavam-se das altas temperaturas. Contentem-se com a minha sorte. Duas tentativas para ir à praia. Na matinal, ainda consegui tirar o vestido; na de final de tarde, tremi de frio.
E ainda não foi desta que me banhei no meu mar. Aqui para nós que ninguém nos ouve (sabem, é chato por causa daquela história da bandeira azul e tal, não iria cair bem): acho que o emissário submarino anda a fazer das suas; a água tem um tom amarelado e as ondas trazem, quase aos meus pés, uma espumalha tipo borra* de café pouco própria na preia-mar.
E não me venham com histórias de que é normal porque sou a fada de serviço e deste mar percebo eu! Conheço-lhe as correntes, tenho impregnado em mim o salitre e na boca a maresia de tantos beijos que lhe roubei.
* não é borra, é mais o creme que fica na chávena, bebido o café.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Qual vaga de calor?!

Eu não sinto nada, juro.
Altas temperaturas; onda de calor; sempre a subir...
Alerta quê?!
(&#"!&»&//:?"$%)
Ah, bom, deve ser por não lhe saber a cor que não lhe sinto o calor; é que eu tenho dias em que sou daltónica. Por exemplo, este fundo que para vocês é rosa (e muito provavelmente vos aborrece imenso), hoje, para mim, é cinzentão.
E se querem saber entre a ria e o mar está um nevoeiro que molha e um frio que me eriça a penugem loira e me deixa mais furiosa do que o habitual.

Já chegou o carteiro!

E trouxe nova carta para a blogosfera! Não percam; é uma delícia! Valeu a pena a espera que, aos poucos, me foi consumindo.
Eis que chegou em pés de gato e alma de humano: o meu sol de hoje. Este sol que bateu e bateu e bateu e me fez ser gente de novo! A voz do silêncio das palavras no meu regaço. É que não há sol aqui nem azul intenso. Chove em mim.
Um beijo para o PJM!

A carta que não chega

Ai quem me dera* mandar no tempo.
Ai quem me dera adiantar o relógio da vida.
Ai quem me dera ser fada para mudar este fado.
Aqui já é 2ª feira, PJM! Mande lá essa carta, não me obrigue a ficar acordada a noite toda para o ler!

*Esse belo poema do Livro de Letras, de Vinicius.

Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor

Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na Primavera
Alguém chamar por mim